sábado, 12 de outubro de 2013
Formato de um Relatório
Estrutura
para elaboração de relatórios para esta disciplina
Cabeçalho.
Relatório
Nº XX
Titulo
do Experimento
Objetivo
Descrever
aqui o objetivo a ser alcançado pelo atual experimento;
Introdução
teórica
Fazer um apanhado teórico em torno do assunto que está sendo
trabalhado no atual experimento, esta introdução deve ser ao mesmo tempo
sucinta e completa, levando em consideração todos os pontos a serem
trabalhados, a bibliografia indicada o roteiro deve ser observada e estudada.
Porém, outras literaturas podem ser analisadas.
OBS: Qualquer cópia de sities da internet é absolutamente
vedada para a realização desta introdução teórica. Porém o estudo de sities
adequadamente selecionados podem servir de base para elaboração deste item,
desde que, o referido sitie esteja exposta na
bibliografia.
Material
utilizado
Aqui
se descreve todo o material utilizado para a realização do experimento.
Procedimento
Experimental
Aqui deve ser descrito todo procedimento experimental
realizado para elaboração deste experimento. A descrição deve ser
minuciosamente feita com todos os detalhes para montagem e elaboração do
experimento. Podem ser utilizados esquemas em forma de figuras expositivas.
Obtenção
e analise dos resultados
Nesta seção devem ser expostos os resultados obtidos
mostrando os cálculos e os principais resultados devidamente organizados em
tabelas quando necessário. E as devidas discussões a respeito destes
resultados. Os gráficos, quando necessário devem ser citados nesta seção e
colocados em anexo posteriormente no final do relatório.
Conclusões
Aqui devem ser expostas as conclusões do referido
experimento, alem de uma exposição dos principais resultados obtidos
anteriormente. (nesta parte do relatório, devem ser expostos novamente os
principais resultados obtidos no item anterior).
Bibliografia
Todas as referências utilizadas para elaboração deste
relatório devem ser expostas aqui. Em moldes as referências apresentadas no
roteiro do experimento.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Aprenda a fazer regressão linear na calculadora
Está ai um vídeo explicativo sobre como fazer uma regressão linear na calculadora científica.
domingo, 6 de outubro de 2013
Desvio Padrão
A medida direta de uma grandeza x com seu erro absoluto estimado pode ser feita de duas formas
distintas:
• Medindo-se apenas uma vez a grandeza x;
• Medindo-se várias vezes a mesma grandeza x sob as mesmas condições físicas.
No primeiro caso, a estimativa do erro
na medida, Δ x, é feita a partir do equipamento utilizado tal como
discutido no item sobre erros acidentais e o resultado será dado por x ± Δ x.
Já no segundo caso, consideremos que
foi feita uma série de N medidas
da grandeza x. Descontados os erros grosseiros e sistemáticos, os valores
medidos x1, x2, . . ., xN não são, geralmente, iguais entre si;
as diferenças entre eles são atribuídas aos erros acidentais. O valor médio desta série de medidas, x , ou seja, o valor mais provável da grandeza que está
sendo medida, é dado por:
Erro absoluto e erro relativo
Erros de Medidas – Desvios
Repetindo várias vezes a medida de uma
mesma grandeza, encontraremos valores nem sempre iguais. As discrepâncias ou
erros podem ser atribuídos a diferentes fatores, tais como:
• O método de medida empregado;
• O instrumento utilizado;
• A habilidade do operador em efetuar a medida;
• O meio ambiente.
Erro absoluto e
erro relativo
O erro é inerente ao próprio processo
de medida, isto é, nunca será completamente eliminado. Poderá ser minimizado
procurando-se eliminar o máximo possível as fontes de erros acima citadas.
O resultado da medida de uma grandeza x é geralmente indicado na forma seguinte:
x
= x∗ ± Δ x
onde x*
é o valor observado em uma única medida ou o valor médio de uma série de
medidas, e Δx é o erro ou incerteza da medida. Este é chamado de erro absoluto.
O sinal ± indica que o valor de x está compreendido no intervalo
(x∗ − Δ x) ≤ x
≤ (x∗ + Δ x)
Por exemplo, o valor da massa molecular
do hidrogênio é expressa como:
mH mol = (1.0078± 0.0005) (g/mol)
Apenas o conhecimento do erro absoluto
de uma medida não é suficiente para caracterizar a precisão da mesma. Por exemplo, uma barra metálica possui comprimento
l
= 1,00 m. Ao medi-la, um
observador comete um erro de Δ l =
± 2 mm. No entanto, ao medir uma distância de 1 km cometeu o mesmo
erro.
Na primeira medida o erro relativo foi de 2 partes em 1000 (Δ l /l =2mm/1000mm) ou 0,2% ao passo
que na segunda medida, o erro relativo foi de 2 partes em 1000000 (Δ l / l = 2 mm /1000000 mm) ou 0,0002%.
Vê-se claramente que o erro relativo é que expressa a precisão da medida e nos diz que a segunda medida foi feita com maior “rigor”,
isto é, com métodos mais precisos, que a primeira. Provavelmente o seu custo também foi maior.
Obviamente a segunda medida foi mais
precisa que a primeira. A precisão de uma medida pode ser avaliada pelo erro relativo que é o quociente entre o erro absoluto e o valor da
grandeza:
Algarismos Significativos
Algarismos
significativos
Suponhamos que uma pessoa ao fazer uma
série de medidas do comprimento de uma barra, l, tenha obtido os seguintes resultados:
- comprimento médio, l =
92,8360 cm
- erro estimado, Δ l
= 0,312 cm
Como o erro da medida está na casa dos
décimos de cm, não faz sentido fornecer os algarismos correspondentes aos centésimos, milésimos de cm e assim
por diante. Ou seja, o erro estimado de uma medida deve conter apenas o seu algarismo mais
significativo. Os algarismos menos significativos do
erro são utilizados apenas para efetuar arredondamento ou simplesmente são
desprezados. Neste caso, Δl, deve ser expresso apenas por Δ l =
0,3 cm.
Os algarismos 9 e 2 do valor médio são
exatos, porém o algarismo 8 já é duvidoso porque o erro estimado afeta a casa
que lhe corresponde. Deste modo, os algarismos 3, 6 e 0 são desprovidos de
significado físico e não é correto escrevê-los; estes algarismos são utilizados
para efetuar arredondamento ou simplesmente são desprezados. O modo correto de
escrever o resultado final desta medida será então:
l
= (92,8 ± 0,3)
cm
Nos casos em que o erro da medida não é
estimado devemos também escrever os algarismos significativos da grandeza
mensurada com critério. Em problemas de engenharia, os dados raramente são
conhecidos com uma precisão superior a 0,2%. É, portanto, desnecessário
realizar cálculos com grande precisão. Por esta razão, todos os cálculos podem
ser realizados com a precisão de 0,2%. Uma regra prática é usar quatro
algarismos para registrar números começados por “1” e 3 algarismos para os
demais. A força de 40N, por exemplo seria escrita na forma 40,0N e a força de
15N seria escrita na forma 15,00N.
Calculadoras eletrônicas são largamente
usadas pelos engenheiros e pelos estudantes de engenharia. A velocidade e
precisão destas calculadoras facilita os cálculos numéricos na solução de
muitos problemas. Entretanto, o estudante não deve registrar mais algarismos
significativos que os necessários, simplesmente porque são facilmente obtidos.
Como observado acima, uma precisão maior que 0,2% é raramente necessária ou não
tem significado na solução dos problemas na prática da engenharia.
Classificação dos Erros
Classificação
dos erros
Segundo sua natureza os erros são,
geralmente, classificados como:
• Erros grosseiros: Ocorrem devido à falta de prática (imperícia) ou distração
do operador. Por exemplo, erros de leitura na escala de um instrumento, escolha
errada de escalas, erros de cálculo, etc... Podem ser evitados pela repetição
cuidadosa das medições.
• Erros
sistemáticos: Caracterizam-se por ocorrerem e
conservarem, em
medidas sucessivas, o mesmo valor e sinal.
Podem ter várias origens tais como: defeitos de instrumentos de medida, aplicação errônea do método de medida, ação permanente de uma causa externa, maus hábitos do operador. Embora possível, nem sempre têm fácil correção e,
esta, deve ser estudada em cada caso particular.
• Erros acidentais: São devidos a causas diversas e incoerentes, bem como a
causas temporais que variam durante a observação ou em observações sucessivas e
que escapam a uma análise devido à sua imprevisibilidade.
Como principais fontes de erros acidentais podemos citar:
• Os instrumentos de medida;
• Pequenas variações das condições ambientais (pressão,
temperatura, umidade, fontes de ruídos, etc.);
• Fatores relacionados com o próprio observador sujeitos a
flutuações, em particular a visão e a audição.
Salvo poucas exceções, as medidas
diretas se reduzem, em última instância, à leitura em escalas graduadas. Ao
efetuá-las, um observador se vê obrigado a “apreciar” ou “avaliar” o erro
cometido naquela leitura, geralmente uma fração da menor divisão da escala.
Nesta estimativa está implícito certo erro acidental de apreciação, avaliação
ou leitura.
A experiência mostra que, comumente, os
erros acidentais se mantêm dentro dos limites fixados pelo erro de apreciação
(ou desvio avaliado). Por isso, de modo geral, quando se efetua uma medida uma
única vez, adota-se o desvio avaliado como sendo o erro que afetará o resultado
da mesma. Exemplo: medindo-se certo comprimento com uma escala milimetrada, um
observador poderá estimar frações de 0,5 mm. (dependendo da situação, um
observador hábil poderia estimar um erro menor). Se o observador encontrar,
para o referido comprimento, o valor de l =
9,5 cm, ao informar
o resultado de sua medida, deverá
fazê-lo da seguinte forma:
l
= (9.50± 0.05) cm ou l
= (95.0± 0.5) mm
Os instrumentos de medida são,
geralmente, graduados tendo-se o cuidado de não se marcar mais divisões que as
necessárias para uma indicação correta. Pode-se, então, admitir como regra
geral, porém
não como dogma, que o erro inerente ao
instrumento seja aproximadamente a metade da menor
divisão da escala.
A regra acima não é, evidentemente,
absoluta, isto é, não deve ser usada indistintamente em todos os casos. Para
certos instrumentos de precisão é permitida e praticada a avaliação de valores
compreendidos entre dois traços consecutivos, estimando-se um desvio menor que
a metade da menor divisão. O contrário também pode ocorrer; por exemplo uma
medida de tempo em que o cronômetro permite leituras com erros menores do que
aqueles devidos ao reflexo (ou resposta) da pessoa que faz a medição. No caso
de instrumentos digitais pode-se admitir que o erro recaia sobre o primeiro
dígito que flutua.
De um modo simples podemos dizer que:
• Uma medida exata é
aquela para a qual os erros sistemáticos são
nulos ou desprezíveis.
• Uma medida precisa é
aquela para a qual os erros acidentais são
pequenos.
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